O FIASCO DOS
CANDIDATOS
NO 1º DEBATE ELEITORAL
É difícil saber a quem creditar a autoria do roteiro, mas a novela dos debates entre candidatos ao governo de Rondônia segue invariavelmente a mesma de tempos imemoriais: lideranças presumivelmente capacitadas fazem questão de despir-se dos eventuais méritos próprios, se é que existem, para atacar virulentamente supostos deméritos alheios. A canastrice impera e o público sai do episódio convencido de que nenhum deles reúne qualificativos para ocupar o cargo que postula.
Foi o que se viu no debate que reuniu os candidatos ao governo de Rondônia na Rede TV na noite de sexta-feira (09). De uma forma geral, os postulantes se esmeraram em apresentar o que imaginam ser os problemas do Estado, como se o eleitor, que convive com eles, não soubesse. Apontaram o que pretendem fazer para dizer que o governador, que busca a reeleição, não fez. Mas ninguém se preocupou em esclarecer como fazer. Foi como se estivessem falando exclusivamente para assessores e claques.
O que se observa é que o debate acabou por deixar ainda mais indeciso o eleitor que não havia se decidido, talvez esperando que algo de melhor seja apresentado no próximo evento. Isso se o governador comparecer, o que não deixa de ser pouco recomendável, já que ele busca a reeleição e hoje lidera a corrida, segundo as pesquisas. Não haveria porque submeter-se a nova rodada de tortura anunciada.